quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amanhecer


Amanhece, a manhã, no teu sorrir
na tela do teu corpo, desmaia o sol, nesse palco do sentir
desenhando a filigrana da tua silhueta em aromas de mil instantes
no perfume do teu sorriso, que leva o siso , nesse nada ser como dantes

Amanhece a vida, antes até da noite ter partido
em meios tons de prata, agarra-te num tango vadio, rendido
e bebe dos olhos, o sabor da tua boca, como por capricho
e aporta em ti, o saber amar, que sabe a mar, num doce feitiço

E a rima que não rima, desigual antifrase que neste ensaio louco desacontece
é a cor dos meus olhos, quando o meu olhar no teu, gentil, amanhece
e perco a voz, e no olhos te digo, grito e recito, esse meu secreto saber

Que me navega além noites e dias
que como tu, me habita além sonhos e fantasias
e que num suspiro te rogo, que me deixes em ti, amanhecer


Vasco Guedes

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