
Sei que te gosto,
sem até que te conheça o rosto,
sei que te chamam de tantos nomes
Tu que és só Tu, e que nos matas a maior das fomes
Sei que te amo, que sou teu
ainda que por vezes, pareça nos actos agnóstico ou ateu
mas sei que em ti cresço, e por ti sou maior
pois sei que no íntimo de mim, tu és o verbo e a alma de amor
E se aqui e nos dias me dispo e assim me mostro
é do eu que é Teu, e por tua vontade prostro
perdoando-me os erros que me fazem imoral
E por tua palavra, serei um pouco mais mortal
humano na forma, nos trejeitos que cada qual tem os seus
maior do que o tamanho do corpo, apenas por ti, meu Deus
E nas palavras e actos, erro, sem ponta de razão
no alto dos céus, não deixas que caia, ao dares-me perdão
aceitas-me assim, entregas-me sempre tua mão
pois és pai, amigo e irmão
E todas as palavras que diga, tantas ficam por dizer
perdoa este teu filho, por te não saber escrever
não se te publique, este meu triste e humilde ensaio
em nenhum outro meu rabisco, houve tanto receio, me retraio
Mas aqui te deixarei, num suspiro, a minha gratidão, por me dares fé
por te saber a meu lado, sempre que caia, me farás regressar e a por-me de pé
és o sentido da palavra, a força da paz, e a alma da harmonia
Tu, que és a luz na noite, e os meios tons de cada dia
por isso te agradeço, e te digo uma vez mais, que te amo, que te gosto
ainda que te saiba com tantos nomes, e te não conheça o rosto...
Obrigado, Eli,
Obrigado, Pai.
Vasco Guedes
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