domingo, 18 de julho de 2010

Prende-me na liberdade do amor e da paixão


Guarda-me em ti, prende-te livre, em mim
serão grilhões e algemas, os corpos suados, as pernas entrelaçadas
que sem asas, voarei sobre o teu corpo, pousando nos teus lábios de cetim
e cativo de ti me farei livre, como a noite, encontrando em ti, o sabor das madrugadas

Vem, amarra-me ao vento, entre olhares cúmplices gemidos
Além fronteira de um qualquer horizonte, em sombras chinesas de corpos despidos
aflui, como o sangue que me flui nas veias, e acende-me a voz desta paixão muda
que grita e que brada, na tinta dos olhos, e unhas cravadas, no torso de mais uma noite desnuda

Vem, prende-me nas linhas dos teus ombros despidos… e ensina-me a ler
a voz que tatuaste na subpele, de desejo, paixão e luxúria, como valsa e dança tribal
aferrolha-me o corpo, solta-me a alma, que esta noite, o amor puro e lascívia louca, em nós afluem

Algema-me, nesta agridoce liberdade, nas margens da brisa, onde me fazes querer prender
solta o verso arfante, que no cume do teu decote, num orgasmo, reclama independência animal
vem, solta a liberdade do soneto, que dos corpos nossos , entre o branco e o preto, seremos a cor, de um voluptuoso requiem.

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