quarta-feira, 14 de julho de 2010

No jardim da insensatez


Perco os passos e as linhas, entre as ruas e as páginas incolores tingidas
com sorte, sem norte, quiçá descubra os verbos e as áleas perseguidas.
Buscando as cores escondidas entre o granito e os olhares cinzentos
na demanda dos instantes, que se fazem maiores que os momentos.

Sem rumo ou roteiro, parto neste perto ou longe, além latitude dos dias
e busco esta quimera secreta, quem dera ao alcance, das minhas mãos vazias.
Levo “O Principezinho” de Saint-Exupéry, na memória, como bússola
descobrindo nas rugas de quem sou, um sorriso, virgem de caçula

E escrevo entre as veredas de um jardim secreto, a magia de um “era uma vez”
O guião de todos os sorrisos esquecidos, dos dias fugazes que são crepúsculo pouco após da aurora
Esqueço o tempo, e deixo me sorrir de novo, esses sorrisos de outrora

Sorrio nos olhos e nos olhos que me olham, semeiam-se outros, sem razão, agridoce loucura
sorrio, neste jardim, esta insanidade gentil, que dança livre e pura
salpicando os dias assim, de cor, sem vergonhas ou rubor, no jardim da insensatez…


Dedicado a todos aqueles, que no cinzento dos dias, se esquecem de sorrir…

Vasco Guedes

“façam o favor de ser felizes”…Raul Solnado dixit (R.I.P.

Sem comentários:

Enviar um comentário