
Olho a página branca, que me olha, sem peias, e solta
procurando as palavras no tempo, de um tempo que não volta
buscando as ondas revoltas, onde se escapara a palavra,
Neste céu vazio, de papel, onde o negro do verbo, se lavra.
E no compasso de cada passo, passado e por caminhar
desfraldo as velas do tempo dos sonhos, e neles me deixo navegar.
De novo, como uma primeira vez, um regresso, tantas vezes adiado
Expresso, no brilho dos olhos, nu desejo de um beijo roubado,
De novo navegante, minha bússula, é um metrónomo sem idade
que me marca os passos, e os abraços, já baços, aos olhos da saudade
E aqui regresso, às entrelinhas, mestras minhas, humilde aprendiz
De novo sou guerreiro, desta minha cifrada grafia,
velho louco, grito rouco, que da prosa faz geografia
nas margens deste entardecer, nas margens do rio de mim, assim... ser feliz
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