terça-feira, 20 de julho de 2010

Aquela (outra) varanda do Sol


Hoje, o tempo aqui não passa,
perderam-se os passos de quem passa na praça
esta varanda, te enlaça e te guarda
e valsa contigo o dia, que o tempo do dia, te aguarda

Hoje, vai ser sempre meio-dia
do alto de ti, nos teus fios de oiro e magia,
vou brincar de baloiço, pintar sombras, na tua varanda
jogar de escondidas e outras partidas, ser infante, será minha demanda

Hoje o tempo, vai fugir das horas a qualquer minuto,
será menino também, será esse o seu tributo,
e o fruto das horas sem tempo, ali beberemos

Sobre a varanda dos homens, dos prazos fugidios,
pousaremos o tempo, como nas margens de rios,
e juntos, na tua varanda, a ventura do agora, viveremos.

Vasco Guedes

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