quarta-feira, 7 de julho de 2010

Marca d' água


És-me! Como tatuagem, assim poema

como tango de poetas silhuetas, de sol e lua

Trazes-me o fogo nas veias, e dou-me de alma nua

És-me, assim, paixão, sem nome, sem tema


És-me, como miragem, marca d'água, sonho terno

o beijo errante que se escapa, num cigarro, fumado com ardor

Ópio, vicio que agarra, nessa pele tua, África no sabor...

Fugaz instante, que em ti, se faz eterno


És-me, o perfume que desagua, entre o corpo e as mãos despidas

As pétalas de um olhar (de luar), na contradança de teu soslaio

Que fazes nascer em mim, o querer de homem, entre sorrisos de catraio


És-me... (n)o fim dos dedos, sem medos, o princípio de tudo,

o para sempre e um pouco mais, escrito num brado mudo

a escultura de um soneto, em silêncios e palavras na alma tingidas
E assim sou eu...teu!


Vasco Guedes

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